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FORMAÇÃO PARA OS CATEQUISTAS
CATEQUESE ACTIVA – CATEQUESE CRIATIVA
A actividade e a criatividade dos catequizandos
No seu próprio processo formativo a participação activa, daqueles que são catequizados, está plenamente de acordo, não apenas com a genuína comunicação humana, mas também e, muito concretamente com a economia da revelação e salvação.
Os crentes são chamados a responder activamente ao dom de Deus, individualmente e em grupo, através da oração, da participação nos sacramentos e nas demais acções litúrgicas.
Durante o processo catequético, os destinatários da catequese assumem o compromisso de viver activamente a fé, a esperança e a caridade de adquirir a capacidade e a rectidão do juízo crítico, de reforçar a decisão pessoal de conversão e de prática cristã na vida. (DGC 157).
Trata-se de permitir aos cristãos, crianças, adolescentes, jovens ou adultos “inventarem” a forma como a sua vida cristã, o seu testemunho de fé e a sua palavra, podem dar sentido a uma situação humana, e, aí fazer nascer a Igreja.
PEDAGOGIA DA CRIATIVIDADE
A criatividade constitui, um valor autêntico na educação, só acontece educação onde há criatividade:
Capacidade criadora do - educador
- educando
- e do meio
O educador é figura determinante ou condicionante da criatividade: ou a bloqueia (inibe) ou a promove (estimula).
CRIATIVIDADE- é uma capacidade inata no homem
Mas só será criativo se lhe derem espaço e meios para desenvolver essa mesma capacidade.
Todo o homem sente necessidade de “expressar” o seu mundo interior formado de representações, sentimentos, valores, cultura, emoções, etc.
Dotado de um dinamismo coerente com a mesma personalidade e em razão da sua força comunicativa e da intensidade da sua possessão (identidade, curiosidade, iniciativa, são outros tantos rasgos da sua personalidade).
FÉ E CRIATIVIDADE
ENTRE A FÉ E CRIATIVIDADE NÃO EXISTE SEPARAÇÃO NEM CONTRADIÇÃO
A fé é resposta pessoal a Deus que interpela através de factos e palavras. O primeiro plano da criatividade salvadora é o de Deus.
- Deus é o princípio da criatividade
- A FÉ é um projecto histórico de cada pessoa e realiza-se no contexto de relações interpessoais
- A LEITURA dos sinais e acontecimentos é também suporte da fé mas essa leitura tem ritmos e cadências diferentes conforme as pessoas.
Hoje um dos problemas fundamentais da Igreja está em como provocar a criatividade do povo cristão. Como fazê-lo capaz de enfrentar as novas situações, a nova cultura, o pluralismo vigente, fazendo brilhar a interpretação cristã dos acontecimentos.
A catequese tem de fomentar uma atitude crítica, construtiva, que leve à denúncia do mal e ao estímulo dobem; capaz de substituir o negativo e o velho pelo positivo.
EM GRUPO… É MAIS FÁCIL
“O grupo desempenha uma função importante no processo de desenvolvimento das pessoas. Isto é também verdade, tanto para a catequese das crianças, onde o grupo favorece uma boa socialização, como para a catequese dos jovens, para quem o grupo constitui quase uma necessidade vital na formação da sua personalidade.
O catequista deve participar na vida do grupo, deve sentir e valorizar a sua dinâmica” (DGC 159).
A grande metodologia da dinâmica de grupos é a de “aprender fazendo”; “realizar e sentir”.
Na dinâmica de grupos respeito e criatividade dão as mãos.
SECTORES QUE ENTRAM NA CRIATIVIDADE:
Imaginação
A imaginação é fonte e produto da criatividade. É pela imaginação que a criança se vincula ao mundo e é por esta que vai realizando a passagem para a preparação da realidade, como algo diferente da fantasia.
A imaginação é uma grande fonte de criatividade. Porém, susceptível de educação e formação.
Intelectual
A inteligência, se bem que não plenamente correlacionada com a criatividade, supõe, para as suas operações, a originalidade própria do indivíduo. A criatividade é produto da inteligência não tanto quantitativamente, como em sua própria origem.
Operativo - concreto
Série de manifestações concretas pelas quais a capacidade latente de criação se põe a manifesto com características diferenciadas: arte, cultura, técnica, etc.
Sector vivencial
Este vê-se implicado de modo criativo na série de respostas que cada pessoa há-de dar às diversas situações que a vida lhe levanta e aos problemas aos quais tem de dar solução ou soluções variadas e pessoas.
A actividade pré-criativa
A actividade pré-criativa, é o primeiro momento. Este primeiro momento implica uma variedade grande de actividades todas relacionadas com a “investigação”.
É o primeiro passo para a possibilidade de busca e de descoberta dos catequizandos.
Num segundo momento, acontece a escolha, criteriosa, das actividades de acordo com os conteúdos por se tratar de conteúdos que ultrapassem o mero conhecimento intelectual, e por serem apenas meditação da Palavra de Deus, estas leis sofrem alterações.
“O Espírito é o princípio essencial da compreensão da Fé em toda a catequese. A intensidade da luz do Espírito não se mede pelo grau da inteligência humana. Depende do próprio Espírito”. Por isso, há que respeitar o ritmo pessoal do catequizando; orientar o trabalho, deve ser o papel do catequista, e evitar interferir permanentemente.
Expressão criadora ou criativa
É o segundo momento metodológico e que tem um lugar de importância. Trata-se de estruturar os conteúdos, permitir a criação da linguagem apropriada à sua mentalidade e sistema de valores.
A estrutura das ideias, o educador tem de ter o cuidado de o fazer sempre a partir dos catequizandos, sempre num respeito muito grande pelos mesmos. Neste segundo momento o catequista pode propor plenários, elaborar sínteses do material, trabalhos em pequenos grupos, expressão gráfica ou plástica das ideias principais.
Interiorização experiencial
Procura de interiorização e experiência religiosa. Quando falamos de “experiencial” queremos referir tudo aquilo que o catequizando vive e experimenta, para que aprofunde até ao mais fundo (interior) da experiência religiosa. A expressão explícita da fé no dinamismo da pessoa toda. O cristão, para o ser verdadeiramente,tem de estar enraizado na realidade existencial.
Compromisso pessoal-social
O ponto de partida da catequese é a experiência real dos factos, acontecimentos e situações humanas para penetrar no “transcendente”. O objectivo do compromisso cristão vai unido à realidade existencial como meditação para chegar à realidade transcende. A catequese tem sua origem no Evangelho e não cessa de voltar a Ele como sua fonte.
Quando dizemos que a catequese tem de ser criativa e activa estamos a referir-nos a um conjunto de actividades coordenadas e programadas antecipadamente e que fazem parte integrante da acção catequética. Nada de “fazer por fazer” ou activismo; todas as actividades devem estar pensadas, programadas, sempre de acordo com a mensagem que a catequese propõe, para responderem ao objectivo de cada uma das catequeses.
Durante a catequese os catequizandos devem estar activos. A caminhada de fé exige grande esforço… trata-se de conseguir chegar ao Encontro com o Senhor, a que toda a pessoa é chamada a participar.
As actividades são momentos metodológicos que temos de ter em conta na hora de educar na fé, na “hora”, de preparar e fazer a catequese, para que seja possível atingir por elas o “objectivo” criativo da catequese que queremos.
Há que ter muita conta “actividade interior” para não cairmos no activismo! Pode haver actividades exteriores sem actividade interior, o que não pode haver é ACTIVIDADE EXTERIOR AUTÊNTICA SEMACTIVIDADE INTERIOR.
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