O dia 8 deste mês de Março é o Dia Internacional da Mulher. E que tem o Evangelho a dizer-nos acerca do relacionamento de Jesus com as mulheres?
Jesus foi um homem que teve amigas como Marta e Maria de Betânia, seguidoras fiéis como Salomé, mãe de uma família de pescadores. Encontrou-se com mulheres doentes e com prostitutas.
Estas e outras mulheres viam em Jesus um amigo, porque ele tratava-as com uma ternura até então desconhecida, defendia a sua dignidade, acolhia-as, defendia a sua dignidade, acolhia-as como suas discípulas.
Rompendo com tabus e preconceitos, Jesus aproximava-se delas sem temor algum, e aceitava-as à sua mesa chegando ao ponto de se deixar acariciar por uma prostituta agradecida pelo dom do perdão.
A PRIMEIRA PEDRA
Um dia, levaram-lhe uma mulher apanhada em flagrante adultério. Não lhe levaram o homem que praticou o pecado, mas apenas a mulher como o elo mais fraco.
Segundo a lei, as mulheres nesta situação deviam ser apedrejadas. Mas Jesus não suportava a hipocrisia social construída pelo domínio dos homens.
Por isso, respondendo à pergunta dos fariseus, se deviam ou não apedrejar a mulher, Jesus respondeu-lhes: «Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra».
Os acusadores retiram-se envergonhados. Talvez com receio que Jesus dissesse: «O que fazias naquela noite numa rua escura, enquanto em casa esperavam por ti?».
A história termina com um diálogo emotivo: «Ninguém te condenou? …
Também eu não te condeno. Não te deixes escravizar, não peques mais». Eles queriam sepultar a mulher debaixo das pedras. Jesus, com o seu perdão, liquida definitivamente o passado dessa mulher e põe-na de pé, erguida, feliz.
Jesus teve um relacionamento novo com as mulheres. Defendeu, apesar da oposição, a sua dignidade de pessoas humanas.