Sexta, 10 de Setembro de 2010
Paróquia S. Luis
 
Programa Pastoral
 
 
Voz da Igreja
 
 
Papa
 
 
Bispo da Diocese
 
 
Horários
 
 
Estatísticas
 


Utilizadores online:


8


Total de Visitas:


120844
 
PARÓQUIA - COMUNIDADE EM MISSÃO


PARTICIPAÇÃO DOS LEIGOS DA PARÓQUIA

Clique aqui para ver

 
Noticias
[06 Mar 10] :: LECTIO DIVINA-7 de Março de 2010- 3º Domingo da Quaresma Ano C
TEXTO BÍBLICO: Lucas 13, 1-9
Naquele tempo,
vieram contar a Jesus
que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus,
juntamente com o das vítimas que imolavam.
Jesus respondeu-lhes:
«Julgais que, por terem sofrido tal castigo,
esses galileus eram mais pecadores
do que todos os outros galileus?
Eu digo-vos que não.
E se não vos arrependerdes,
morrereis todos do mesmo modo.
E aqueles dezoito homens,
que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou?
Julgais que eram mais culpados
do que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Eu digo-vos que não.
E se não vos arrependerdes,
morrereis todos de modo semelhante.
Jesus disse então a seguinte parábola:
«Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha.
Foi procurar os frutos que nela houvesse,
mas não os encontrou.
Disse então ao vinhateiro:
‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira
e não os encontro.
Deves cortá-la.
Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’
Mas o vinhateiro respondeu-lhe:
‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano,
que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo.
Talvez venha a dar frutos.
Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».


LEITURA
O que diz o texto?
Indicações para a leitura
Queridos amigos:
A Palavra de Deus que hoje partilhamos a encontramos somente no evangelho de
São Lucas. Nem Mateus, nem Marcos, nem João apresentam este episódio do Senhor. O texto evangélico deste domingo pode ser divido em três partes intimamente relacionadas entre si. As três se dão de modo crescente, conduzindo-nos a uma síntese final como ensinamento neste caminho de Quaresma. As três partes são:
A morte dos galileus (versículos 1 ao 3).
A morte causada pelo desmoronamento da torre (versículos 4 e 5).
Parábola da figueira (versículos 6 ao 9).
Não é dito expressamente, mas parecia que os que trazem as “últimas notícias” ao
Senhor, querem enganá-lo e confundi-lo com algumas questões que possuem uma matiz claramente política. Apresentam a Jesus um exemplo trágico de morte de pessoas. O Senhor agrega um segundo exemplo. Para ambos os casos o Senhor responderá o mesmo: não morreram dramaticamente porque foram mais malvados que os demais. Jesus diz isto porque em sua época e lamentavelmente hoje em alguns casos, também se considera que alguém que padece alguma desgraça é por sua responsabilidade e pecado. Fica claro que isto não é assim: nem os galileus assassinados por Pilatos, nem as dezoito pessoas que foram soterradas pela torre derrubada no bairro de Siloé em Jerusalém, eram mais malvadas que o demais habitantes de Galiléia e de Jerusalém... como fez muitas vezes, também neste contexto, o Senhor aproveita a situação para deixar um ensinamento mais profundo. A “desgraça” sofrida por estas pessoas pode ser sinal da “desgraça eterna” que vai padecer aquele que não se converter e obedecer a Deus. Jesus rompe com a mentalidade de seu tempo e, a sua vez, aproveita a circunstância para deixar um ensinamento sobre a conversão.
Para completar sua reflexão o Senhor agrega uma parábola que nos serve de exemplo. O dono da figueira decide, depois de três anos, cortar a figueira, pois a
mesma não dá frutos. Porém o empregado pede mais um ano para trabalhar a terra e tentar fazer com que ela dê frutos. Lê-se aqui a perspectiva da paciência de Deus que dá uma nova oportunidade. Porém é necessário decidir-se, visto que se não der frutos será inexoravelmente cortada. Como síntese final podemos dizer que a morte trágica que aqui se relata serve como advertência para todos: se o que não necessariamente culpado de algo particular pode padecer desta forma, quanto mais padecerá um final terrível o que não queira obedecer a Deus e converta seu coração.

Perguntas para a leitura
Quem se aproxima de Jesus?
O que lhe dizem?
O que Pilatos havia feito?
O que responde o Senhor?
O que acontece exactamente no bairro de Siloé de Jerusalém?
O que disse o Senhor pela segunda vez a seus interlocutores?
Como o Senhor continua seu ensinamento?
Como podemos titular esta parábola?
Por que o dono decide cortá-la?
O que lhe diz o homem encarregado pela plantação?
Como a situação é resolvida?

MEDITAÇÃO
O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Perguntas para a meditação
Olhando a atitude dos interlocutores do Senhor: em minha vida tendo a confundir e
complicar a vida das pessoas?
Tenho a mentalidade que Jesus denuncia neste texto?
Acredito que quem sofre alguma calamidade ou desgraça isto é causado diretamente
por seu pecado pessoal?
Busco livrar-me de preconceitos deste tipo?
Como olho aos demais, como olho aos outros?
Aceito o ensinamento e a recomendação de Jesus?
Olhando as desgraças e calamidades que posso perceber
ao meu redor e através dos meios de comunicação social: sou capaz de refletir sobre
os temas mais profundos da vida?
Ao ver tudo isso: penso na importância da Vida Eterna a qual devo preparar-me?
Busco converter meu coração?
Busco obedecer a Deus e mudar de caminho quando estou no mal?
Deixo que Deus “fertilize” e “prepare” a terra de meu coração para que possa dar
fruto?
O Senhor hoje, aqui e agora, me dá uma nova oportunidade: o que penso fazer? Vou
aproveitá-la?

ORAÇÃO
O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Para orar com este texto lhes propomos um texto bíblico do começo do Livro de Jó.
Jó perde os filhos e as riquezas
13 Um dia, enquanto os filhos e as filhas de Jó estavam num banquete na casa do irmão mais velho, 14 chegou à casa de Jó um dos seus empregados, que disse:
— Nós estávamos arando a terra com os bois, e as jumentas estavam pastando ali perto. 15 De repente, os sabeus nos atacaram e levaram tudo. Eles mataram à espada os empregados, e só eu consegui escapar para trazer a notícia. 16 Enquanto este ainda estava falando, veio outro empregado e disse:
— Raios caíram do céu e mataram todas as ovelhas e os pastores. Só eu consegui escapar para trazer a notícia. 17 Enquanto este ainda estava falando, chegou um terceiro, que disse:
— Três bandos de caldeus nos atacaram e levaram os camelos. Eles mataram à espada os empregados, e só eu consegui escapar para trazer a notícia. 18 Enquanto este ainda estava falando, chegou mais um, que disse a Jó:
— Os seus filhos e as suas filhas estavam no meio de um banquete na casa do seu filho mais velho. 19 De repente, veio do deserto um vento muito forte que soprou contra a casa, e ela caiu em cima dos seus filhos. Todos eles morreram; só eu consegui escapar para trazer a notícia. 20 Então Jó se levantou e, em sinal de tristeza, rasgou as suas roupas e rapou a cabeça. Depois ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e adorou a Deus. 21 Aí disse assim:
— Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer. O SENHOR deu, o SENHOR tirou; louvado seja o seu nome! 22 Assim, apesar de tudo o que havia acontecido, Jó não pecou, nem pôs a culpa em Deus. Na experiência do justo Jó percebemos com clareza como não há conexão directa entre uma desgraça particular e a culpabilidade do que a padece. Jó é exemplo de fidelidade a Deus em meio a duras e intensas provas.

CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem?
Para a contemplação e interiorização deste texto podemos utilizar a oração de
Penitencia e conversão que segue:
Senhor da vida e da história,
Entrego-te meu pobre coração,
Quero voltar a teus caminhos,
Obedecer tua Palavra
E assim converter minha vida a teu projeto.
Dá-me as forças para não cair,
Dá-me as forças para levantar-me quando caio,
Não me deixes nunca, Senhor! Amém.
ACÇÃO
Com o que me comprometo?
Proposta Pessoal
Decididamente aproveitar bem o tempo como “tempo de conversão” do coração. O
que fazer de concreto hoje...?
Editado em 06 Mar 10 Voltar às noticias
Agenda
Setembro / 2010
D
S
T
Q
Q
S
S
     
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
Destaques
Liturgia Dominical
 
 
Noticias
 
 
Actividades
 
 
 
©2006 Paróquia S.Luis
Desenvolvimento:
Bruno Gonçalves